Não havia um único pormenor do ladrilho em que Chad não tivesse já reparado. O tempo era eterno enquanto que a sua calma não era. Os corredores eram infinitos, paralelos, prependiculares. Um labirinto simétrico caótico pela sua calma e perfeição. Gritou. Ouviram-se ecos. A sua loucura fê-lo correr desesperadamente em direção aos ecos, aos gritos, procurando sombras perdidas, pessoas esquecidas, quiçá alguém como ele?
Dylan tomava banho num poliban azul. Um toc toc frenético soava vindo da porta.
-Quem é?
-É a Estelle, o paciente 733 está pronto.
Três rápidos minutos de pressa e culpa se passaram entre o seu banho nu e a sua fuga vestido. O paciente 733 era o tal que tinha visto no seu primeiro dia. Um monstro disforme, com forma talvez, um quanto aleatória. Teria consciência?
As paredes escorriam sangue. O paciente 733 estava agora levantado, as suas garras escarlate chamando a sua próxima vítima. Dylan estava preso na sala, uma cela de morte. Sentiu a sua vida a abandoná-lo. O sangue parou de lhe correr nas veias. O coração não batia. Havia uma luz que o acalmava. Então que o 733 cai no chão e dele brotam milhares de baratas fugindo em direção a Dylan. Baratas? E ratos. Eram tantos que não se podiam contar, mas uma voz do além lhe dizia que seriam 666. O inferno é isto.
Acordou. Suado e envolto num tecido em forma de casulo que o imobilizava.
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