quinta-feira, 26 de junho de 2014

Episódio VIII

   Não havia um único pormenor do ladrilho em que Chad não tivesse já reparado. O tempo era eterno enquanto que a sua calma não era. Os corredores eram infinitos, paralelos, prependiculares. Um labirinto simétrico caótico pela sua calma e perfeição. Gritou. Ouviram-se ecos. A sua loucura fê-lo correr desesperadamente em direção aos ecos, aos gritos, procurando sombras perdidas, pessoas esquecidas, quiçá alguém como ele?


   Dylan tomava banho num poliban azul. Um toc toc frenético soava vindo da porta.
   -Quem é?
   -É a Estelle, o paciente 733 está pronto.
   Três rápidos minutos de pressa e culpa se passaram entre o seu banho nu e a sua fuga vestido. O paciente 733 era o tal que tinha visto no seu primeiro dia. Um monstro disforme, com forma talvez, um quanto aleatória. Teria consciência?
   As paredes escorriam sangue. O paciente 733 estava agora levantado, as suas garras escarlate chamando a sua próxima vítima. Dylan estava preso na sala, uma cela de morte. Sentiu a sua vida a abandoná-lo. O sangue parou de lhe correr nas veias. O coração não batia. Havia uma luz que o acalmava. Então que o 733 cai no chão e dele brotam milhares de baratas fugindo em direção a Dylan. Baratas? E ratos. Eram tantos que não se podiam contar, mas uma voz do além lhe dizia que seriam 666. O inferno é isto.
   Acordou. Suado e envolto num tecido em forma de casulo que o imobilizava.

domingo, 5 de maio de 2013

Episódio VII

   A luz que entrara pela janela, ofuscava agora os olhos de Sandie, enquanto esta se tentava libertar das correntes de metal que a mantinham cativa há dias. As paredes excessivamente brancas refletiam a maior parte da luz que por algum lado entrava no quarto. Quase nada era visível, e toda aquela exposição à luz queimava os olhos de Sandie. Fechou-os e pensou no que se tinha passado nos últimos dias. Sentia-se mal por ter abandonado a melhor amiga. Sentia-se mal por ter sido responsável por tudo o que se andava a passar. Mas tinha feito tudo bem, tudo o que lhe pediram, não fazia sentido manterem-na amarrada a uma cama, num quarto demasiado iluminado. 
   Um som eletrónico anunciou a chegada de um deles. Os seus passos metodicamente melodiosos aproximavam-se como que a seguir o compasso de um maestro. Sandie sussurrou algo que parecia uma língua esquecida. Ele aproximou-se dela. A respiração dele era quente e o seu hálito cheirava a queimado. Algo na sua presença a confortava. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Episódio VI

   Um toque gélido acordou Dylan do que tinha sido a mais atormentada noite de todas as que tivera. Tinha tido imensas dificuldades em adormecer, pois não deixava de pensar no que residia naquela cela. O seu novo paciente. Não deixava de pensar num modo de analisar aquele ser sem ser com contacto direto, ou proximidade. Ele precisava de o analisar. Mas como? Olhou para o relógio. Eram 7:33, por isso tomou um duche refrescante e vestiu o habitual: umas calças de ganga, umas botas, uma camisa e uma sweat-shirt. Desceu o elevador até ao piso térreo do hotel na esperança de haver pequeno almoço já preparado, o que se verificava. Tomou um pequeno almoço reforçado e foi de táxi até ao cais de La Rochelle. Entrou no barco e reparou que não havia uma receção, nem sequer alguém que monitorizasse a entrada. A única coisa que ele via além das paredes e das portas, eram as câmaras que captavam o mais mínimo movimento. Por momentos refletiu sobre quem seria o dono daquela instituição, mas foi interrompido pela mesma mulher do dia anterior.
   -Bom dia! Ontem não cheguei a dizer o meu nome, mas chamo-me Estelle. E tu ?
  -Eu chamo-me Dylan. - Disse atrapalhado. Por um lado sentia-se feliz por conhecer alguém naquele sítio, por outro, temia que não se pudesse dar ao luxo de fazer amizades visto o secretismo da sua estadia. 
   -Hm ontem desde que o Dr. Marten te levou para a ala C, não te vi mais. Vais ficar cá ou ?
   -Não sei, sinceramente não sei bem o que estou cá a fazer, mas devo ficar cá durante uns tempos. - Por instantes a imagem do interior da cela veio-lhe à cabeça e atormentou-lhe a mente, que se transpareceu na sua expressão facial.
   -Vem, eu pago-te o café.
   -Oh... Não posso, eu tenho de ir andando, tenho muito trabalho.
   Custou-lhe dizer aquilo, visto que no fundo queria ir beber um café com ela, mas por sua sorte isso notou-se genuinamente na sua expressão, pelo que Estelle sorriu e se meteu por um corredor que Dylan supôs ser o que ia dar ao bar. Enquanto isso, percorreu o caminho que no dia anterior percorrera com o Dr. Marten em direção à cela 733. Quando ia a meio do último corredor, um som ofegante vindo de dentro de uma das celas chamou-lhe a atenção. Esta porta não tinha abertura com grades mas estava semi-aberta pelo que Dylan decidiu espreitar o que se passava. 
   A visão que ele teve foi surpreendente. Sentado em cima da cama, encostado na parede, estava um jovem na casa dos 20. A mão esquerda dele envolvia em si o seu pénis, erecto. A mão direita levantava a bata do hospital e esfregava o seu corpo definido. Ficou por momentos a observar, surpreendido, até que o rapaz reparou que alguém o observava. Dylan, atrapalhado, afastou-se do espaço entre a porta e a ombreira desta, de modo a que o rapaz não o visse, mas era inevitável. O rapaz abriu ligeiramente a porta e puxou Dylan para dentro do quarto, não dando a este tempo para reagir, encostando de seguida a porta novamente. O pénis erecto do rapaz notava-se através da sua bata. Dylan, atrapalhado, tentou pensar em alguma coisa para dizer, mas enquanto abria a boca para falar, a mão esquerda do rapaz, que anteriormente lhe estava a proporcionar prazer, estava agora a agarrar na zona das calças onde estaria o pénis de Dylan. Este abriu os olhos, e um arrepio percorreu-lhe a espinha. Era uma sensação que nunca tinha sentido. De seguida, o rapaz aproximou-se e os lábios tocaram-se num toque que provocou a ereção total do pénis de Dylan. Assim que isto aconteceu, o rapaz desabotoou o botão das calças de Dylan e inseriu a sua mão lá dentro, de modo a agarrar no sexo deste. Ele soube logo que aquilo estava a ir longe demais. Ele era um médico, e para além disso, não deveria fazer nada com um rapaz, seria errado. Tentou dirigir-se à porta mas a força do rapaz era maior, e este conseguiu empurrá-lo de forma a Dylan cair de costas na cama desconfortável do hospital. 
   Imensos pensamentos passaram pela cabeça de Dylan enquanto o rapaz se despia e o despia a ele. Não podia resistir, o melhor era deixar-se levar. Manteve-se inexpressivo enquanto o rapaz se esfregava em cima dele, até acontecer o que ele temia. A dor percorria-lhe o corpo. O prazer estimulava-o. Uma corrente de emoções fê-lo concentrar todas as suas forças na cara. Não aguentou muito tempo. A dor. O prazer. O erro. O paciente que esperava por ele na cela fétida. Estelle no bar. A sua antiga vida.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Episódio V

   O letreiro piscava, com uma cor azul-fluorescente que magoava os olhos.

Barca-Ospedale Psichiatrico

   Dylan apressou-se a abrigar-se debaixo do telheiro e limpou os óculos com a ponta da bata. Os outros médicos já estavam lá dentro a socializar, mas Dylan não tinha coragem para isso. Limitou-se então a ficar na parte de fora, à espera que o chamassem para a reunião para a qual o tinham convocado. Tinham-lhe telefonado no dia anterior, de um número oculto, a convocá-lo para uma reunião secreta no Barco-Hospital Psiquiátrico que iria atracar em La Rochelle. Não lhe disseram pormenores, pelo que desligaram assim que debitaram toda a informação sobre como chegar ao local, como se apresentar e a oferta monetária. Ele não sabia ao certo o que esperar, mas a sua situação económica não era das melhores, e todo o dinheiro era mais do que bem vindo. Uma mão feminina tocou-lhe no ombro esquerdo.
   -Vous êtes nouveau ici? - Disse a dona da mão.
   Surpreendido, Dylan virou-se e deparou-se com uma mulher morena, de olhos verdes, tez clara e um sorriso brilhante. Instintivamente, percorreu com o seu olhar os traços da sua cara, os lábios, desceu ao pescoço. Parou ao sentir que estava a ir longe demais. Tinham passado alguns anos desde a última vez que tocara numa mulher. 
   -Hm ? - interrogou ela, impaciente, à espera de uma resposta de Dylan.
   -Oh je... Hm... - Gesticulou com as mãos na tentativa frustrada de transmitir que não sabia falar francês. A mulher sorriu.
   -Oh ainda bem, obrigada! Eu também não sei muito mais que aquilo. - Soltou uma risada adorável e pegou no braço de Dylan. - Vem para dentro, vou apresentar-te o resto dos colegas.
   Dylan sorriu e limitou-se a deixar-se levar por ela. Assim que chegaram lá dentro, um dos médicos reparou nele e aproximou-se.
   -Segue-me.
   A mulher ficou atrapalhada e confusa, enquanto Dylan se deixou guiar pelo homem. Parecia ser o tipo de homem que fizesse parte de uma reunião secreta de psiquiatras internacionais. O homem levou-o através de um corredor com portas de ambos os lados, e com paredes pintadas de um branco acizentado. Quando acabou o corredor, viraram à esquerda para entrarem num outro corredor perpendicular ao anterior, este era muito mais curto e acabava numa porta de ferro com uma pequena janelinha com grades. Assim que chegaram perto da porta, Dylan disse:
   -O que é isto ? Ou melhor, porquê isto ?
   -Olhe lá para dentro.
   Um cheiro fétido vinha de dentro das grades, quando Dylan aproximou a cara destas, de modo a tentar ver o que estava dentro daquela cela escura. Só se via um triângulo de luz, interrompido com as sombras das grades. Um som gutural vinha de um dos cantos da sala. Poças viscosas manchavam o chão metálico. Um rugido soou. Ou um choro. Algo sobre-humano residia naquela cela.
   -Apresento-lhe o seu novo objeto de estudo nos próximos tempos. A melhor das sortes.
   

terça-feira, 2 de abril de 2013

Episódio IV

   Um barulho ensurdecedor acordou Chad do seu sono narcótico. Ainda atordoado, levantou-se e reparou que tinha o cateter novamente na sua veia. Voltou a tirá-lo, irritado. A janela estava completamente aberta, a porta estava aberta. Através das grades, via-se o mar, viam-se ondas, viam-se gaivotas, ainda que com uma visibilidade muito reduzida. Cheirava a maresia e o tempo estava soalheiro. Ouviam-se vozes lá fora. Do corredor, não vinha qualquer som, só uma desagradável corrente de ar. Voltou a olhar para onde tinha visto a câmara no outro dia. Ainda lá estava. Silenciosa, observadora. Rogou uma praga a quem quer que fosse o doentio que estivesse do outro lado e levantou-se, dirigindo-se à saída do quarto. As paredes eram de um branco sujo, e o corredor era comprido, tendo portas de ambos os lados. O quarto dele não era o único com a porta aberta, mas não se via nem ouvia mais ninguém, então Chad decidiu sair dali, na tentativa de encontrar alguém que lhe explicasse o que se passa. Quando chegou ao fundo do corredor e olhou à esquerda, outro corredor o esperava, tendo este tantas ou mais portas que o anterior. Continuou a andar. Sentia-se desconfortável nas suas roupas. Não tomava banho desde o dia em que era para ter estado com Tamylin e entretanto tinha suado. Tinha fome, sede, e a sua bexiga doía-lhe. Começou a correr em direção ao fundo do corredor, até se aperceber de algo quente na sua perna, e de ver as suas calças molhadas. Não tinha aguentado. As lágrimas vieram-lhe aos olhos e o desespero apoderou-se dele.
   Enquanto Chad se preparava para continuar a corrida, ouviu uma voz a falar. Olhou para trás e viu uma porta fechada em que ele não tinha reparado enquanto corria. Aproximou-se da porta, passos suaves. Reparou nas chaves que estavam penduradas ao lado da porta e esperou por algum sinal do outro lado, levantando-se um silêncio pesado. Chad tremia, nervoso. Meteu a chave no buraco da fechadura e tentou destrancar a porta, mas esta resistiu-lhe. Ele fez força e ouviu um clack que evidenciava o facto da chave se ter partido. Afastou-se da porta e, a andar de costas ainda a olhar, continuou a atravessar o corredor. Até que ouviu:
   -Onde estou?! Digam-me! Por favor!
   Um arrepio assolou-lhe o corpo e paralisou-lhe os músculos. O seu cérebro encheu-se de perguntas e dúvidas. O medo e a impotência apoderaram-se dele. Tremia, gemia, suava. Caiu de joelhos no chão.
   -A calma é a chave.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Episódio III

   Um gélido toque acordou Chad e a escuridão que o envolvia, transformou-se na luz fluorescente e esquizofrénica de um candeeiro de teto. A janela estava ligeiramente aberta e Chad conseguia ver que não era de dia. Quando tempo teria ficado ali deitado ? Quem o teria trazido para ali ?
   Levantou-se da desconfortável cama de ferro, fazendo com que o colchão duro rangesse. O barulho ecoou no quarto vazio. Deslocou-se para a porta e tentou abri-la. Trancada. Só depois reparou que tinha um cateter preso ao seu braço. Arrancou-o e olhou para o saco de líquido que estava pendurado ao lado da cama. Diazepam. Como estudante de enfermaria que era, soube exatamente do que se tratava. Um controlador de ansiedade. Mas porquê?
   Sentou-se na cama e tentou voltar atrás no tempo. A última coisa de que se lembrava era a casa de Tamylin. O seu corpo aberto sobre o balcão. O cheiro fétido da cozinha. O sangue que escorria. Lembrava-se do que sentiu. Do seu choque. E depois ? O que terá acontecido ?
   Levantou-se e gritou:
   -Alguém?
   Ouviu passos longínquos do outro lado da porta. Voltou a gritar. Os passos aproximavam-se. Gritou mais uma vez e bateu na porta quando os passos pararam do outro lado. Seguiu-se um momento de silêncio. Ouviu umas chaves. Uma corrente de adrenalina percorreu o seu sangue, e fez com que começasse a ficar ansioso. Pegou no puxador para apressar o processo, quando a pessoa do outro lado meteu a chave na porta. Um arrepio percorreu-lhe a espinha quando ouviu um clack da chave a partir-se.
   Começou a bater na porta e a gritar:
   -Onde estou?! Digam-me! Por favor!
   Nada se ouviu do outro lado sem ser os passos atarefados a afastar-se novamente. A ansiedade tomou conta dele. Dirigiu-se à janela. Só aí reparou que depois da janela de vidro desfocado, estava uma série de grades. Janelas gradeadas. Que tipo de sítio seria ? Não era o Hospital.
   Ouviu o mar. Ouviu gaivotas. Ouviu as ondas. 
   Tentou abrir a janela para ver melhor mas estava encravada. O cheiro a maresia entrou com a brisa, pela brecha. Lembrou-se com nostalgia e frustração do sítio onde se deveria ter encontrado com Tamie. "Se eu não tivesse adormecido, nada disto teria acontecido" Pensou. Olhou em volta, não havia nada além da cama e do suporte do saco de Diazepam. Ouviu um estrondo lá fora e umas vozes masculinas. Muitas vozes. Os passos voltaram a aproximar-se e a pessoa voltou a aproximar-se da porta. 
   -O que se passa ? Onde estou ? Podem tirar-me daqui ? Tem um telemóvel que me empreste ? - Perguntou Chad impaciente, em direção à porta.
   -Mantenha a calma. Está tudo sob controlo, volte a deitar-se e meta o cateter. A calma é a chave.
   "Como é que ela sabia que eu tinha tirado o cateter?" Pensou. Deitou-se de barriga para cima.
   Só aí é que percebeu que não estava sozinho no quarto. 
   Uma câmara observava-o, presa no teto.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Episódio II

   O sol nascera e Chad acordou sobressaltado. "Foda-se." Disse para si próprio quando olhou para o relógio e se lembrou de Tamylin, que estaria à sua espera ao pé do farol na noite anterior. Meteu desodorizante, vestiu as jeans do dia anterior e tentou telefonar a Tamie. Nada. O telefone não tocava. Vestiu uma t-shirt básica e dirigiu-se ao seu carro. Tentou ligar-lhe outra vez. Nada. Marcou o número da sua melhor amiga, Sandie, mas arrependeu-se pois elas estavam chateadas. Rogou uma praga e acelerou em direção à casa de Tamie, na esperança de se desculpar pelo seu atraso.
   Quando chegou, respirou fundo antes de tocar à campainha do apartamento de Tamie. A temperatura estava amena, mas o vento fresco resultante da proximidade com o mar, refrescava a atmosfera circundante. Ouviu um barulho no interior do prédio. Daniel, o ex-namorado de Tamie, acabava de sair do elevador.
   Assim que Daniel saiu, Chad perguntou, hostil:
   -Foste a casa da Tamie ?
   -Não fui, mas se tivesse ido tinhas alguma coisa que ver com isso ?
   Com isto, Daniel vira-lhe as costas e continua o seu caminho. Se Daniel não tinha ido a casa de Tamie, o que estava a fazer no seu prédio ? Quando chegou ao 2º andar, a porta do apartamento de Tamie estava encostada. Uma discussão estava a acontecer lá dentro. Um cheiro fétido infestava o ar. Chad abriu a porta e deparou-se com a sala toda desarrumada, como se alguém tivesse andado à procura de alguma coisa. A discussão continuava a soar  na cozinha até que Chad pisou um caco de um vaso e as duas pessoas se calaram. Uma das vozes parecia ser de Sandie e a outra era retorcida, quase sobre-humana.
   Um forte clarão iluminou a sala quando uma nuvem destapou completamente o sol, mas o silêncio mantia-se. Chad pegou numa estatueta e dirigiu-se cautelosamente até à porta da cozinha. Ele sabia que quem quer que lá estivesse, sabia que ele estava ali. Começou a suar com a antecipação. Após acumular coragem, virou-se e entrou pela cozinha dentro, deparando com esta vazia e alguém deitado na bancada em ilha. Era do sexo feminino, loira, pele clara, jovem. Chad estremeceu. Aproximou-se do corpo, sendo agora possível ver toda a sua parte da frente. As costelas estavam abertas, sendo que a única coisa que restava, era o seu coração ainda a bater.
   Chad chorou. Tamylin não podia morrer. Aquela não podia ser Tamylin.
   O coração continuava a bater, sendo esse o único som audível.
   O sangue fresco, espesso, escorria pelas portas dos armários do balcão.
   Chad chorava. O coração batia.